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Sementes da Liberdade

O coletivo ÁFRICA UNIDA realiza, entre os dias 03 e 08 de março, em Moçambique, o projeto Sementes de Liberdade – Álbum de Memórias Vividas, uma circulação internacional de Arte-Educação que passará pelas cidades de Matola, Katembe e Maputo.

MA iniciativa é realizada em parceria com a Secult-BA, a Flotar, o Instituto Guimarães Rosa - Maputo e escolas comunitárias locais. O projeto propõe vivências educativas afrocentradas, comunitárias e libertadoras, voltadas à construção coletiva de memórias, narrativas identitárias e sentidos de liberdade junto a crianças moçambicanas.

A programação integra ações formativas e culturais desenvolvidas em colaboração com o Projeto Animação e o Centro Cultural Ntsindya, fortalecendo redes de intercâmbio entre Brasil e Moçambique nos campos da cultura e da educação. A proposta aposta na arte como ferramenta de afirmação identitária e valorização das histórias e experiências afro-diaspóricas.

Entre os participantes está o artista visual Pedro Henrique Mota, que atua há mais de sete anos nas áreas de fotografia, audiovisual e educação cultural. Seu trabalho aborda temas como memória, território e identidade, com foco na estética dos aquilombamentos urbanos e nas experiências afro-diaspóricas. A partir do cotidiano e da ancestralidade, o artista compreende a imagem como instrumento de fortalecimento das narrativas periféricas.

Também integra o projeto o artista Gabriel Amorim, fotógrafo e historiador, cuja produção é voltada às memórias e narrativas da população negra brasileira. Iniciado na fotografia ainda no ensino médio, Amorim desenvolve uma abordagem crítica e política da imagem. Com formação em História, articula fotografia e memória na reflexão sobre o imaginário social construído em torno da população negra, destacando o cotidiano como símbolo de pertencimento e futuro.

Completa a equipe o artista Cauan Franco, fotógrafo e historiador em formação, que atua na interface entre educação e imagem. Sua trajetória começou a partir de vivências acadêmicas, desenvolvendo uma produção dedicada à valorização do povo negro e de comunidades historicamente desfavorecidas. Sua pesquisa busca ampliar o acesso à história e às narrativas da população negra brasileira.

O projeto “Sementes de Liberdade – Álbum de Memórias Vividas” reafirma a importância da cooperação cultural sul-sul e propõe a arte-educação como caminho para a construção de memórias, fortalecimento identitário e promoção de novos sentidos de liberdade.